quinta-feira, 9 de julho de 2015

Memória e Identidade - O Arquivo Público para a História de Minas Gerais



Durante a Semana Comemorativa ao aniversário do Município de Ouro Preto, procuramos trazer postagens que remetem a momentos importantes para a memória e a constituição de municipalidade ouropretana, neste ano particularmente escolhemos homenagear o Arquivo Público Mineiro, uma importante instituição criada na velha capital de Minas Gerais – Ouro Preto, que essa semana está completando seus 120 anos. 
Em 11 de julho de 1895 foi criado o Arquivo Público Mineiro, que é responsável desde então pela salvaguarda do patrimônio documental do Estado de Minas Gerais. Mesmo tendo sua sede transferida para Belo Horizonte, não rompeu seus laços com a cidade, muito particularmente por ter sob sua guarda parte importante do acervo do Fundo CMOP (Câmara Municipal de Ouro Preto) dos séculos XVIII e XIX. Hoje a sede do APM está localizada no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, em uma construção datada de 1897, que remete as primeiras construções da nova capital.
A partir da pesquisa ao Fundo da Família Xavier da Veiga, fizemos a seleção de alguns documentos relativos à criação do Arquivo em Ouro Preto:

A imagem da primeira sede, cujo espaço foi cedido pelo seu primeiro Diretor, José Pedro Xavier da Veiga, bem como carta do secretário do Interior do Estado de Minas Gerais, Sr. Henrique Diniz, agradecendo a cessão do espaço para a guarda do acervo.



A minuta do projeto de Lei de criação traz em seu primeiro artigo os objetivos e as competências da instituição: “Art.1º - O Arquivo Público Mineiro, criado pela lei nº126 de 11 de julho de 1895 na cidade de Ouro Preto, é destinado a receber e conservar sob classificação sistemática, todos os documentos concernentes ao direito público, à legislação, à administração, à história, à geografia, e, em geral, às manifestações do movimento científico, literário e artístico do Estado de Minas Gerias.”


No Art. 20 é possível notar a importância dada a conservação e proteção do acervo sob guarda da instituição.



Art. 43 Criação da Revista do Arquivo Público Mineiro: Instrumento que possibilitou a difusão da história de Minas.


O Arquivo Público Municipal de Ouro Preto se congratula com o Arquivo Público Mineiro, no seu aniversário de 120 anos, reconhecendo a importância desta instituição para a proteção e a divulgação do patrimônio documental de Minas Gerais. 


 Referências:

Imagens:  Fundo: José Pedro Xavier da Veiga. Arquivo Público Municipal de Ouro Preto.  
 
Postagem e Revisão: Helenice Oliveira e Polyana Oliveira



Memória e Identidade - O Arquivo Público para a História de Minas Gerais



Durante a Semana Comemorativa ao aniversário do Município de Ouro Preto, procuramos trazer postagens que remetem a momentos importantes para a memória e a constituição de municipalidade ouropretana, neste ano particularmente escolhemos homenagear o Arquivo Público Mineiro, uma importante instituição criada na velha capital de Minas Gerais – Ouro Preto, que essa semana está completando seus 120 anos. 
Em 11 de julho de 1895 foi criado o Arquivo Público Mineiro, que é responsável desde então pela salvaguarda do patrimônio documental do Estado de Minas Gerais. Mesmo tendo sua sede transferida para Belo Horizonte, não rompeu seus laços com a cidade, muito particularmente por ter sob sua guarda parte importante do acervo do Fundo CMOP (Câmara Municipal de Ouro Preto) dos séculos XVIII e XIX. Hoje a sede do APM está localizada no Circuito Cultural da Praça da Liberdade, em uma construção datada de 1897, que remete as primeiras construções da nova capital.
A partir da pesquisa ao Fundo da Família Xavier da Veiga, fizemos a seleção de alguns documentos relativos à criação do Arquivo em Ouro Preto:

A imagem da primeira sede, cujo espaço foi cedido pelo seu primeiro Diretor, José Pedro Xavier da Veiga, bem como carta do secretário do Interior do Estado de Minas Gerais, Sr. Henrique Diniz, agradecendo a cessão do espaço para a guarda do acervo.



A minuta do projeto de Lei de criação traz em seu primeiro artigo os objetivos e as competências da instituição: “Art.1º - O Arquivo Público Mineiro, criado pela lei nº126 de 11 de julho de 1895 na cidade de Ouro Preto, é destinado a receber e conservar sob classificação sistemática, todos os documentos concernentes ao direito público, à legislação, à administração, à história, à geografia, e, em geral, às manifestações do movimento científico, literário e artístico do Estado de Minas Gerias.”


No Art. 20 é possível notar a importância dada a conservação e proteção do acervo sob guarda da instituição.



Art. 43 Criação da Revista do Arquivo Público Mineiro: Instrumento que possibilitou a difusão da história de Minas.


O Arquivo Público Municipal de Ouro Preto se congratula com o Arquivo Público Mineiro, no seu aniversário de 120 anos, reconhecendo a importância desta instituição para a proteção e a divulgação do patrimônio documental de Minas Gerais. 


 Referências:

Imagens:  Fundo: José Pedro Xavier da Veiga. Arquivo Público Municipal de Ouro Preto.  
 
Postagem e Revisão: Helenice Oliveira e Polyana Oliveira



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O PROCESSO ELEITORAL E A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA


Como se aproximam as eleições, viemos através desta postagem, apontar alguns elementos usados no processo eleitoral brasileiro. São documentos que incluem: articulação política, panfletos de propaganda, entre outros, que fazem parte de nosso acervo e que estão disponíveis para pesquisa.

Ainda que não havia entrado em vigor o sufrágio universal, percebemos que a disseminação das plataformas políticas e suas ideias, através da propaganda impressa para a divulgação das candidaturas, quer sejam através de cartas abertas ou panfletos, eram de tamanha importância.

Carta aberta aos eleitores em 1883 enviada por Evaristo Ferreira da Veiga. Fundo José Pedro Xavier da Veiga, Cx 1.

Resultado eleitoral 1884


O primeiro documento se refere a pedidos de votos nas eleições de 1886, e o segundo é uma carta circular dirigida aos dignos eleitores da província de Minas Gerais
Ao analisarmos o panfleto anterior, podemos identificar que o documento em questão se apresenta com uma linguagem rebuscada que ajuda a identificar a qual público alvo se pretendia atingir, público este que seria uma camada privilegiada que detinha o poder do voto.

Propostas Políticas
O documento que se segue apresenta uma proposta do partido conservador, estando relacionada  à defesa da manutenção da escravidão no Brasil, alegando que o seu fim causaria um desordenamento social, político e econômico. Nas palavras do partido conservador: “como se vê e está bem claro, é empenho do partido liberal acabar em dois annos com a escravatura no Brazil, ainda que os lavradores fiquem arruinados, que a sociedade soffra uma commoção desastrosa e o Estado seja precipitado na banca-rota e na anarchia!”  O partido, salienta também que este processo já havia começado e que aconteceria de maneira natural, não necessitando para isso uma lei que regulamentasse sua extinção de maneira abrupta.

Carta do Partido conservador dirigido aos fazendeiros em 1887
Por outro lado, o partido Liberal afirmando a defesa dos valores democráticos, busca em seu panfleto fortalecer o compromisso em defesa da autonomia das províncias, melhores condições e facilidades de capitais para auxilio e eficácia na lavoura. Sendo para isso preciso a aplicação de novas "técnicas de trabalho".
Carta do partido Liberal dirigida ao amigo eleitor, 1888.

Criação de Partidos
Já no século XX, com a aplicação dos direitos políticos e consequentemente da participação de novos entes com suas demandas, fazem com que se criem as condições para novos partidos. Os documentos que se seguem apresentam tanto o processo de criação como as propostas de um partido político em 1945. 


A série de documentos apresentados  mostram as mudanças de  concepção de público alvo, do qual os partidos pretendiam atingir, passando a propaganda nesse momento a se direcionar não apenas ao seleto grupo de cidadãos votantes, no caso, a classe  agrária do país, como no documento anterior que enfoca os fazendeiros. 

O último  documento analisado dirige-se a um público mais abrangente, com uma linguagem mais acessível característica de uma classe que não teve tanto acesso a instrução. As abordagens são claras e diretas, salientando o valor do voto, que em sentido político, “manda mais que o dinheiro do rico”. O panfleto tenta despertar no eleitor uma consciência política através da insistência: “Não desperdice o seu voto!”, estampado com foco principal na capa do documento. Esta característica é um diferencial fundamental da nova forma de propaganda. Uma mudança de perspectiva da vida partidária e das plataformas políticas. Outra característica que pode ser analisada através dessa seleção  de documentos diz respeito ao processo de estruturação e criação de um partido, que além de buscar o apoio da população, proporciona à sociedade um maior conhecimento de seus direitos. 


Referências:

Documento de 1 à 6:  Fundo José Pedro Xavier da Veiga, séries correspondências.

Documento  7: Fundo CMOP, série correspondência.

[POSTAGEM: Miguel Pereira e Eric Vinícius Pinto Megale (estagiários) - REVISÃO: Helenice Oliveira e Polyana Oliveira]

O PROCESSO ELEITORAL E A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA


Como se aproximam as eleições, viemos através desta postagem, apontar alguns elementos usados no processo eleitoral brasileiro. São documentos que incluem: articulação política, panfletos de propaganda, entre outros, que fazem parte de nosso acervo e que estão disponíveis para pesquisa.

Ainda que não havia entrado em vigor o sufrágio universal, percebemos que a disseminação das plataformas políticas e suas ideias, através da propaganda impressa para a divulgação das candidaturas, quer sejam através de cartas abertas ou panfletos, eram de tamanha importância.

Carta aberta aos eleitores em 1883 enviada por Evaristo Ferreira da Veiga. Fundo José Pedro Xavier da Veiga, Cx 1.

Resultado eleitoral 1884


O primeiro documento se refere a pedidos de votos nas eleições de 1886, e o segundo é uma carta circular dirigida aos dignos eleitores da província de Minas Gerais
Ao analisarmos o panfleto anterior, podemos identificar que o documento em questão se apresenta com uma linguagem rebuscada que ajuda a identificar a qual público alvo se pretendia atingir, público este que seria uma camada privilegiada que detinha o poder do voto.

Propostas Políticas
O documento que se segue apresenta uma proposta do partido conservador, estando relacionada  à defesa da manutenção da escravidão no Brasil, alegando que o seu fim causaria um desordenamento social, político e econômico. Nas palavras do partido conservador: “como se vê e está bem claro, é empenho do partido liberal acabar em dois annos com a escravatura no Brazil, ainda que os lavradores fiquem arruinados, que a sociedade soffra uma commoção desastrosa e o Estado seja precipitado na banca-rota e na anarchia!”  O partido, salienta também que este processo já havia começado e que aconteceria de maneira natural, não necessitando para isso uma lei que regulamentasse sua extinção de maneira abrupta.

Carta do Partido conservador dirigido aos fazendeiros em 1887
Por outro lado, o partido Liberal afirmando a defesa dos valores democráticos, busca em seu panfleto fortalecer o compromisso em defesa da autonomia das províncias, melhores condições e facilidades de capitais para auxilio e eficácia na lavoura. Sendo para isso preciso a aplicação de novas "técnicas de trabalho".
Carta do partido Liberal dirigida ao amigo eleitor, 1888.

Criação de Partidos
Já no século XX, com a aplicação dos direitos políticos e consequentemente da participação de novos entes com suas demandas, fazem com que se criem as condições para novos partidos. Os documentos que se seguem apresentam tanto o processo de criação como as propostas de um partido político em 1945. 


A série de documentos apresentados  mostram as mudanças de  concepção de público alvo, do qual os partidos pretendiam atingir, passando a propaganda nesse momento a se direcionar não apenas ao seleto grupo de cidadãos votantes, no caso, a classe  agrária do país, como no documento anterior que enfoca os fazendeiros. 

O último  documento analisado dirige-se a um público mais abrangente, com uma linguagem mais acessível característica de uma classe que não teve tanto acesso a instrução. As abordagens são claras e diretas, salientando o valor do voto, que em sentido político, “manda mais que o dinheiro do rico”. O panfleto tenta despertar no eleitor uma consciência política através da insistência: “Não desperdice o seu voto!”, estampado com foco principal na capa do documento. Esta característica é um diferencial fundamental da nova forma de propaganda. Uma mudança de perspectiva da vida partidária e das plataformas políticas. Outra característica que pode ser analisada através dessa seleção  de documentos diz respeito ao processo de estruturação e criação de um partido, que além de buscar o apoio da população, proporciona à sociedade um maior conhecimento de seus direitos. 


Referências:

Documento de 1 à 6:  Fundo José Pedro Xavier da Veiga, séries correspondências.

Documento  7: Fundo CMOP, série correspondência.

[POSTAGEM: Miguel Pereira e Eric Vinícius Pinto Megale (estagiários) - REVISÃO: Helenice Oliveira e Polyana Oliveira]

quarta-feira, 23 de julho de 2014

303 Anos de Ouro Preto: Quem ama preserva


Para o encerramento do mês de aniversário de Ouro Preto, resolvemos reunir nessa postagem algumas características, visões e interpretações de alguns elementos que constituíram ao longo da História, para que nosso município se constituísse no que se tornou nos dias atuais. 

Fruto de lutas diversas, já no final do século XVII com o início do povoamento e as descobertas das primeiras jazidas de Ouro, "[...] os tesouros sonhados se lhes deparavam reluzentes como conquista feita. Os arraiais nasciam. "[1] Com o desenvolvimento dos arraiais e a elevação da população em consequência da busca pelo ouro, no dia oito de julho de mil setecentos e onze, é fundada por Antônio de Albuquerque, como Vila Rica de Albuquerque, logo em seguida teve seu nome mudado para Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar do Ouro Preto, em homenagem à padroeira de um dos arraiais. 

Enfim no ano de mil oitocentos e vinte e três, por carta, o Imperador Dom Pedro I recebe o título de Imperial Cidade de Ouro Preto. Os documentos que se seguem mostram um pouco da trajetória da História da cidade até que se tornasse a Ouro Preto de hoje: suas crenças, culturas e tradições ao longo do tempo.

Poesia de Cíntia de Fátima oferecida ao Arquivo Público em 2013

Durante quase dois séculos Ouro Preto abrigou a Capital de Minas Gerais. Já no início do Período Republicano em 1891 se discutia a possibilidade da transferência da Capital para outra localidade. O documento a seguir é uma correspondência da CMOP (Câmera Municipal de Ouro Preto) dirigida ao Congresso Mineiro no intuito de defender a posição da velha Capital.
Livro de registro de ofícios e portarias 1982, 1983 folha 179
A construção da identidade da gente ouro-pretana se faz através do respeito às tradições e costumes, um legado que é seguido ao longo de sua História. Como vemos nos Jornais a seguir: do resgate das serestas às festas juninas e a reedição do Triunfo Eucarístico de 1733.

Jornal O Globo 01 e 02/04/1971

Folder de divulgação do Triunfo Eucarístico 1991

Correspondências 1962

Em 1980 seu reconhecimento como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO foi noticiado pelo Jornal O Globo, que traz na mesma página uma notícia sobre o roubo das peças sacras da Matriz do Pilar ocorrido em anos anteriores, deixando entender que por mais que se saiba da importância cultural da cidade, seu patrimônio ainda permanece em risco.
Imagem 1: Jornal O Globo 03/09/1980. Imagem 2:Livro de visitas do Município de Ouro Preto, Gabinete do Prefeito 2007 - 2012
A quem cabe proteger o Patrimônio? Essa pergunta poderia ter várias respostas, mas ao longo do tempo, cada vez mais os moradores de Ouro Preto se sentem responsáveis por esta tarefa. Como exemplo de cidadão preocupado com sua cidade, apresentamos o Tonico Zelador que de maneira voluntária se dispôs a deixar as ruas da cidade mais limpas. 
Fundo Tonico Zelador - Informativo Alto da Cruz, 3º edição, Outubro de 1997
  [1] SALES, Fritz Teixeira de. Vila Rica do Pilar, Editora Itatiaia, 1965 P.24.

[POSTAGEM: Miguel Pereira e Eric Vinícius Pinto Megale (estagiários) - REVISÃO: Helenice Oliveira e Polyana Oliveira]

303 Anos de Ouro Preto: Quem ama preserva


Para o encerramento do mês de aniversário de Ouro Preto, resolvemos reunir nessa postagem algumas características, visões e interpretações de alguns elementos que constituíram ao longo da História, para que nosso município se constituísse no que se tornou nos dias atuais. 

Fruto de lutas diversas, já no final do século XVII com o início do povoamento e as descobertas das primeiras jazidas de Ouro, "[...] os tesouros sonhados se lhes deparavam reluzentes como conquista feita. Os arraiais nasciam. "[1] Com o desenvolvimento dos arraiais e a elevação da população em consequência da busca pelo ouro, no dia oito de julho de mil setecentos e onze, é fundada por Antônio de Albuquerque, como Vila Rica de Albuquerque, logo em seguida teve seu nome mudado para Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar do Ouro Preto, em homenagem à padroeira de um dos arraiais. 

Enfim no ano de mil oitocentos e vinte e três, por carta, o Imperador Dom Pedro I recebe o título de Imperial Cidade de Ouro Preto. Os documentos que se seguem mostram um pouco da trajetória da História da cidade até que se tornasse a Ouro Preto de hoje: suas crenças, culturas e tradições ao longo do tempo.

Poesia de Cíntia de Fátima oferecida ao Arquivo Público em 2013

Durante quase dois séculos Ouro Preto abrigou a Capital de Minas Gerais. Já no início do Período Republicano em 1891 se discutia a possibilidade da transferência da Capital para outra localidade. O documento a seguir é uma correspondência da CMOP (Câmera Municipal de Ouro Preto) dirigida ao Congresso Mineiro no intuito de defender a posição da velha Capital.
Livro de registro de ofícios e portarias 1982, 1983 folha 179
A construção da identidade da gente ouro-pretana se faz através do respeito às tradições e costumes, um legado que é seguido ao longo de sua História. Como vemos nos Jornais a seguir: do resgate das serestas às festas juninas e a reedição do Triunfo Eucarístico de 1733.

Jornal O Globo 01 e 02/04/1971

Folder de divulgação do Triunfo Eucarístico 1991

Correspondências 1962

Em 1980 seu reconhecimento como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO foi noticiado pelo Jornal O Globo, que traz na mesma página uma notícia sobre o roubo das peças sacras da Matriz do Pilar ocorrido em anos anteriores, deixando entender que por mais que se saiba da importância cultural da cidade, seu patrimônio ainda permanece em risco.
Imagem 1: Jornal O Globo 03/09/1980. Imagem 2:Livro de visitas do Município de Ouro Preto, Gabinete do Prefeito 2007 - 2012
A quem cabe proteger o Patrimônio? Essa pergunta poderia ter várias respostas, mas ao longo do tempo, cada vez mais os moradores de Ouro Preto se sentem responsáveis por esta tarefa. Como exemplo de cidadão preocupado com sua cidade, apresentamos o Tonico Zelador que de maneira voluntária se dispôs a deixar as ruas da cidade mais limpas. 
Fundo Tonico Zelador - Informativo Alto da Cruz, 3º edição, Outubro de 1997
  [1] SALES, Fritz Teixeira de. Vila Rica do Pilar, Editora Itatiaia, 1965 P.24.

[POSTAGEM: Miguel Pereira e Eric Vinícius Pinto Megale (estagiários) - REVISÃO: Helenice Oliveira e Polyana Oliveira]

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Festas oficiais da Câmara - O Corpus Christi

Figura 1: Tapete para a Procissão de Corpus Christi, na rua Getúlio Vargas
A festa de Corpus Christi foi instituída com a Bula Transiturus de Hoc Mundo, de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Após receber o segredo das visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon - visões estas que, após serem interpretadas pela Igreja, revelaram a necessidade da realização de uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico - o Papa Urbano IV oficializou, com a Bula, a celebração do Corpus Christi.
Nas festas de Corpus Christi realizadas no Brasil, é comum enfeitar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos religiosos que remetem ao sacramento da Eucaristia. A tradição do enfeite das ruas foi trazida de Portugal pelos colonizadores. Para confeccionar os tapetes são utilizados diversos materiais, desde flores e borra de café, até serragem colorida. No entanto, antigamente o costume era de ornamentar o caminho apenas com matérias vivas como pétalas, folhas e flores, remetendo ao sentido da vida presente no sacramento da Eucaristia.
Às vésperas de mais um Corpus Christi em Ouro Preto, o APMOP relembra a tradição expondo alguns documentos referentes à festa, datados do século XIX. Até o século XIX, o Corpus Christi era uma festa oficial da Câmara, regida por ordem régia, cabendo a essa instituição os preparativos da celebração.

Abaixo uma Ata de Reunião da Câmara determinando os preparativos da cidade para a festa de Corpus Christi de 1848:
Figura 2: Livro de Atas de Seção da CMOP, 1848
Abaixo um recibo de empréstimo para a preparação da festa, de 1886:
Figura 3: Recibo de empréstimo
Abaixo um requerimento de verba para realização da festa, de 1896:
Figura 4: Requerimento de Verba Orçamentária
Programação da festa de Corpus Christi deste ano de 2014:
Referências:
Figura 1: Disponível em: [http://www.hojeemdia.com.br/minas/artistas-da-madrugada-enfeitam-ruas-historicas-de-ouro-preto-1.129735]. Acesso em: 18-jun-2014.
Figura 2: APMOP - Fundo: CMOP - Livro de Atas de Seção - Folhas 187 e 188 - Anos: 1845 a 1848
Figura 3: APMOP - Comprobatórios de Receita e Despesa - Ano: 1886 (Documentação não catalogada)
Figura 4: APMOP - Requerimento de Verba Orçamentária - Ano: 1896 (Documentação não catalogada)
Figura 5: Paróquias de Nossa Sra. do Pilar e Nossa Sra. da Conceição: Programação do Corpus Christi de 2014
[POSTAGEM: Eric Vinícius Pinto Megale e Miguel Pereira dos Santos (estagiários) - REVISÃO: Helenice Oliveira e Polyana Oliveira]