quarta-feira, 23 de maio de 2012

“Da pedra ao chumbo: as transformações no sistema de captação e distribuição de água em Ouro Preto no século XIX”


A Secretaria de Cultura e Turismo realiza, no Museu Casa dos Inconfidentes, a exposição: “Da pedra ao chumbo: as transformações no sistema de captação e distribuição de água em Ouro Preto no século XIX”



Recurso essencial para a vida do homem, a água esteve durante muitos anos fora dos interesses principais de historiadores e demais interessados nas memórias das práticas sociais. Entretanto, em todo tempo e lugar que buscarmos o homem, encontraremos a água, ou a busca por ela. Vista até mesmo como elemento sagrado em algumas culturas, a água vem sendo, nas últimas décadas, motivo de grande preocupação e estudos, principalmente devido às mudanças climáticas e ambientais. Dessa forma, conhecer, em nossa cidade, as maneiras pelas quais a água foi tratada e distribuída é uma importante contribuição tanto para a memória dessas atividades, que envolvem crenças e saberes, quanto  para o entendimento de questões atuais.

O século XIX foi palco, no Brasil, de importantes obras e medidas que buscaram, para a época, a modernização do tratamento da água. Medidas que buscaram garantir o acesso doméstico ao recurso, bem como melhorar sua qualidade. Ouro Preto, então capital das Minas Gerais, foi uma das primeiras cidades brasileiras a receber uma grande obra de planejamento urbano para a melhor captação, distribuição e tratamento da água. Possuidora, desde o século XVIII, de um grande serviço público de água, com a marcante presença dos chafarizes e encanamentos de pedra, elementos afeitos à técnica da época. Contou com a presença de engenheiros, profissionais, gestores públicos e população que demandaram e buscaram a modernização desse sistema. Uma obra de grande vulto que ainda hoje está presente na cidade e que buscamos trazer à cena com essa exposição, através da apresentação de materiais, saberes e formas que as pessoas de Ouro Preto se relacionavam com a água.

A exposição é composta por documentos manuscritos, impressos e cartográficos do Arquivo Público Municipal de Ouro Preto e peças do acervo pessoal de Luís Antônio “Chiquitão”.

Está aberta a visitação no Museu Casa dos Inconfidentes até o dia 17 de junho, de segunda a sexta, de 09:00 às 16:00, e sábados e domingos, das 12:00 às 16:00.








[Postagem: Vanessa Pereira Silva e Jussara Riodouro (Estagiárias). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]

“Da pedra ao chumbo: as transformações no sistema de captação e distribuição de água em Ouro Preto no século XIX”


A Secretaria de Cultura e Turismo realiza, no Museu Casa dos Inconfidentes, a exposição: “Da pedra ao chumbo: as transformações no sistema de captação e distribuição de água em Ouro Preto no século XIX”



Recurso essencial para a vida do homem, a água esteve durante muitos anos fora dos interesses principais de historiadores e demais interessados nas memórias das práticas sociais. Entretanto, em todo tempo e lugar que buscarmos o homem, encontraremos a água, ou a busca por ela. Vista até mesmo como elemento sagrado em algumas culturas, a água vem sendo, nas últimas décadas, motivo de grande preocupação e estudos, principalmente devido às mudanças climáticas e ambientais. Dessa forma, conhecer, em nossa cidade, as maneiras pelas quais a água foi tratada e distribuída é uma importante contribuição tanto para a memória dessas atividades, que envolvem crenças e saberes, quanto  para o entendimento de questões atuais.

O século XIX foi palco, no Brasil, de importantes obras e medidas que buscaram, para a época, a modernização do tratamento da água. Medidas que buscaram garantir o acesso doméstico ao recurso, bem como melhorar sua qualidade. Ouro Preto, então capital das Minas Gerais, foi uma das primeiras cidades brasileiras a receber uma grande obra de planejamento urbano para a melhor captação, distribuição e tratamento da água. Possuidora, desde o século XVIII, de um grande serviço público de água, com a marcante presença dos chafarizes e encanamentos de pedra, elementos afeitos à técnica da época. Contou com a presença de engenheiros, profissionais, gestores públicos e população que demandaram e buscaram a modernização desse sistema. Uma obra de grande vulto que ainda hoje está presente na cidade e que buscamos trazer à cena com essa exposição, através da apresentação de materiais, saberes e formas que as pessoas de Ouro Preto se relacionavam com a água.

A exposição é composta por documentos manuscritos, impressos e cartográficos do Arquivo Público Municipal de Ouro Preto e peças do acervo pessoal de Luís Antônio “Chiquitão”.

Está aberta a visitação no Museu Casa dos Inconfidentes até o dia 17 de junho, de segunda a sexta, de 09:00 às 16:00, e sábados e domingos, das 12:00 às 16:00.








[Postagem: Vanessa Pereira Silva e Jussara Riodouro (Estagiárias). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A Inconfidência Mineira - homens e monumentos

No próximo dia 21 de abril, a Praça Tiradentes será novamente palco de rememoração da Inconfidência Mineira. A conjuração, que envolveu representantes de algumas vilas mineiras no final do século XVIII, teve, em Vila Rica, seu espaço principal de movimentação, como é de amplo conhecimento.

Durante a primeira metade do século XIX, poucas foram as menções a Tiradentes, Gonzaga, Cláudio Manoel e demais inconfidentes, pois, do ponto de vista da Coroa portuguesa, tratavam-se de traidores, condenados ao pelo crime de lesa-majestade. Mesmo após a Independência, em 1822, afirmar gloriosamente a Inconfidência, era uma questão conflituosa, pois os imperadores D. Pedro I e D. Pedro II eram descendentes da dinastia de Bragança, que, com D. Maria I, havia condenado os conjurados[1].

A utilização da praça principal de Ouro Preto como espaço de memória da Inconfidência só foi acontecer em 1867. No local, então chamado de Praça da Independência, foi lançada, em 3 de abril de 1867, a pedra fundamental do primeiro monumento em memória aos inconfidentes. A peça construída em pedra ficou posteriormente conhecida como Coluna Saldanha Marinho, devido ao nome do conselheiro Joaquim Saldanha Marinho, presidente da província de Minas Gerais entre os anos de 1865 e 1867, período da ereção do monumento. Saldanha Marinho foi um dos principais políticos liberais do Império e teve, a partir de 1870, marcante papel no movimento republicano, chegando, já no final da vida, a ser senador do primeiro senado da República brasileira.

O lançamento da pedra fundamental da Coluna Saldanha Marinho foi acompanhado por uma celebração cívica da qual fizeram parte moradores, políticos e importantes representantes da então Imperial Cidade de Ouro Preto[2]. Em 1882, houve novamente uma comemoração especial referente aos noventa anos da execução de Tiradentes. Já nessa época, o movimento republicano crescia no Brasil e a imagem de Joaquim José passava, cada vez mais, a ser associada à República. Naquele ano, os festejos duraram três dias, tendo sido relatados no jornal “A Província de Minas”. Na noite do dia 23 de abril, houve uma especial decoração e movimentação na praça:

        A noite de 23 foi destinada aos festejos na praça da Independencia, que offerecia um aspecto verdadeiramente phantastico!
Em frente á entrada principal do jardim erguia-se um bello e grande arco, trabalho do mesmo scenographo Bertal, e sobre cada uma das vinte e quatro pilastras que circundão o jardim elevava se uma collossal lanterna transparente, tendo nas quatro faces: o vulto de um dos inconfidentes com o seu nome emblemas allusivos à sua vida ou a factos da conjuração, disticos e inscripções commemorativas dos feitos em que figurarão, e vasos de flores pintados, como que thuribulando a memoria dos benemeritos patriotas.
No cimo da columna da praça, illuminada em spiral, vião-se quatro bonitas aguias que nitidamente destacavao-se um fundo negro, pelo foco de vivissima luz interna, que dava-lhes a scintilação de um esplendido pharol”[3].

A “columna da praça” permaneceu sendo o único monumento, em Ouro Preto, edificado com o fim de se lembrar a memória da Inconfidência até 1894, quando foi inaugurada a atual estátua de Tiradentes. A coluna foi retirada da praça poucos dias antes da inauguração da nova estátua. Após algumas idas e vindas, a coluna está atualmente fixada na Praça da Estação, em Ouro Preto.

 
 Imagem - Públio Atahyde5

A ideia de se construir um novo monumento aos inconfidentes surge exatamente com a primeira Constituição Mineira do período republicano, de 1891. Naquele momento esperava-se que o novo monumento fosse inaugurado em 1892, nas comemorações pelo centenário da execução do alferes. Entretanto houve atrasos no processo de contratação e realização da obra, fazendo com que o ato acontecesse dois anos depois, em 21 de abril de 1894.

Houve, então, um concurso para se selecionar o melhor projeto para o monumento. O vencedor foi o engenheiro José de Magalhães que, entretanto, não compareceu no prazo legal para assinatura do contrato e realização da obra. O segundo colocado foi o italiano Virgilio Cestari, que concebeu uma obra:

de estylo grego, da mais nobre architectura de ordem dorica e corinthia, formado por uma trabeação de stylo jonico repousando sobre quatro capiteis de bronze verde, no mesmo stylo, cuja base encima dois plynthos terminados por um pedestal e sócco, o qual fica terminado pelas competentes escadas. Na frente do obelisco sobre uma base acha-se um leão de bronze verde, symbolisando força e o triumpho da idéia, o qual trava nas garras o estandarte da tyrannia, encimando o monumento a estatua do proto-martyr, ao marchar para o supplicio.[4]
           
            Cestari, com a eliminação do primeiro colocado, foi convocado para a realização da obra, o que ocorreu, porém com atraso pelo fato do mesmo se encontrar, no momento do chamado, em um trabalho no Uruguai. A obra foi terminada no final de 1893, porém sua inauguração oficial aguardou o próximo 21 de abril. Durante esse período conviveram, na praça, os dois monumentos aos inconfidentes.

O dia da inauguração foi mais uma vez cercado por celebrações. O jornal Minas Gerais dedicou sua edição do dia para honrar a Inconfidência, seus participantes e contar a história dos monumentos erguidos em Ouro Preto. Conforme se vê a seguir:

 Em, 21 de junho de 1894, Cestari enviou à Câmara de Ouro Preto, uma carta de agradecimento pela oportunidade de feitura da obra.
Governo-Vereança - 1894 - documento 02.876
Nesta carta, Virgilio Cestari, dirige seus agradecimentos ao ilustre presidente da CMOP, Randolpho Bretas, bem como os demais vereadores, pela grande honra de ter sido escolhido para projetar o monumento em homenagem a José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes.


O Arquivo Público Municipal de Ouro Preto possui ainda outros exemplares de jornais que tiveram edições especiais para o 21 de abril, como essa bela capa da edição de 21 de abril de 1924.




[1] CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da república no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990; FURTADO, João Pinto. O manto de Penélope: história, mito e memória da Inconfidência Mineira de 1788-9. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
[2] Diário de Minas, Ouro Preto, Edição 207, 04/04/1867, p.1.
[3] A Província de Minas, Ouro Preto, Edição 97, 24/04/1882, p.1.
[4] “Monumento a Tiradentes”, extraído do relatório do Diretor da Secretaria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas ao Vice-Presidente do Estado, 1892. Arquivo Público Mineiro (APM), COL.APM Cx. 01 – Doc 13 . 1892.
Fundo CMOP: Série: Governo - Sub-série: Vereança - Ano: 1894 - documento 02876
[Postagem: Vanessa Pereira Silva e Jussara Riodouro (Estagiária). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]

A Inconfidência Mineira - homens e monumentos

No próximo dia 21 de abril, a Praça Tiradentes será novamente palco de rememoração da Inconfidência Mineira. A conjuração, que envolveu representantes de algumas vilas mineiras no final do século XVIII, teve, em Vila Rica, seu espaço principal de movimentação, como é de amplo conhecimento.

Durante a primeira metade do século XIX, poucas foram as menções a Tiradentes, Gonzaga, Cláudio Manoel e demais inconfidentes, pois, do ponto de vista da Coroa portuguesa, tratavam-se de traidores, condenados ao pelo crime de lesa-majestade. Mesmo após a Independência, em 1822, afirmar gloriosamente a Inconfidência, era uma questão conflituosa, pois os imperadores D. Pedro I e D. Pedro II eram descendentes da dinastia de Bragança, que, com D. Maria I, havia condenado os conjurados[1].

A utilização da praça principal de Ouro Preto como espaço de memória da Inconfidência só foi acontecer em 1867. No local, então chamado de Praça da Independência, foi lançada, em 3 de abril de 1867, a pedra fundamental do primeiro monumento em memória aos inconfidentes. A peça construída em pedra ficou posteriormente conhecida como Coluna Saldanha Marinho, devido ao nome do conselheiro Joaquim Saldanha Marinho, presidente da província de Minas Gerais entre os anos de 1865 e 1867, período da ereção do monumento. Saldanha Marinho foi um dos principais políticos liberais do Império e teve, a partir de 1870, marcante papel no movimento republicano, chegando, já no final da vida, a ser senador do primeiro senado da República brasileira.

O lançamento da pedra fundamental da Coluna Saldanha Marinho foi acompanhado por uma celebração cívica da qual fizeram parte moradores, políticos e importantes representantes da então Imperial Cidade de Ouro Preto[2]. Em 1882, houve novamente uma comemoração especial referente aos noventa anos da execução de Tiradentes. Já nessa época, o movimento republicano crescia no Brasil e a imagem de Joaquim José passava, cada vez mais, a ser associada à República. Naquele ano, os festejos duraram três dias, tendo sido relatados no jornal “A Província de Minas”. Na noite do dia 23 de abril, houve uma especial decoração e movimentação na praça:

        A noite de 23 foi destinada aos festejos na praça da Independencia, que offerecia um aspecto verdadeiramente phantastico!
Em frente á entrada principal do jardim erguia-se um bello e grande arco, trabalho do mesmo scenographo Bertal, e sobre cada uma das vinte e quatro pilastras que circundão o jardim elevava se uma collossal lanterna transparente, tendo nas quatro faces: o vulto de um dos inconfidentes com o seu nome emblemas allusivos à sua vida ou a factos da conjuração, disticos e inscripções commemorativas dos feitos em que figurarão, e vasos de flores pintados, como que thuribulando a memoria dos benemeritos patriotas.
No cimo da columna da praça, illuminada em spiral, vião-se quatro bonitas aguias que nitidamente destacavao-se um fundo negro, pelo foco de vivissima luz interna, que dava-lhes a scintilação de um esplendido pharol”[3].

A “columna da praça” permaneceu sendo o único monumento, em Ouro Preto, edificado com o fim de se lembrar a memória da Inconfidência até 1894, quando foi inaugurada a atual estátua de Tiradentes. A coluna foi retirada da praça poucos dias antes da inauguração da nova estátua. Após algumas idas e vindas, a coluna está atualmente fixada na Praça da Estação, em Ouro Preto.

 
 Imagem - Públio Atahyde5

A ideia de se construir um novo monumento aos inconfidentes surge exatamente com a primeira Constituição Mineira do período republicano, de 1891. Naquele momento esperava-se que o novo monumento fosse inaugurado em 1892, nas comemorações pelo centenário da execução do alferes. Entretanto houve atrasos no processo de contratação e realização da obra, fazendo com que o ato acontecesse dois anos depois, em 21 de abril de 1894.

Houve, então, um concurso para se selecionar o melhor projeto para o monumento. O vencedor foi o engenheiro José de Magalhães que, entretanto, não compareceu no prazo legal para assinatura do contrato e realização da obra. O segundo colocado foi o italiano Virgilio Cestari, que concebeu uma obra:

de estylo grego, da mais nobre architectura de ordem dorica e corinthia, formado por uma trabeação de stylo jonico repousando sobre quatro capiteis de bronze verde, no mesmo stylo, cuja base encima dois plynthos terminados por um pedestal e sócco, o qual fica terminado pelas competentes escadas. Na frente do obelisco sobre uma base acha-se um leão de bronze verde, symbolisando força e o triumpho da idéia, o qual trava nas garras o estandarte da tyrannia, encimando o monumento a estatua do proto-martyr, ao marchar para o supplicio.[4]
           
            Cestari, com a eliminação do primeiro colocado, foi convocado para a realização da obra, o que ocorreu, porém com atraso pelo fato do mesmo se encontrar, no momento do chamado, em um trabalho no Uruguai. A obra foi terminada no final de 1893, porém sua inauguração oficial aguardou o próximo 21 de abril. Durante esse período conviveram, na praça, os dois monumentos aos inconfidentes.

O dia da inauguração foi mais uma vez cercado por celebrações. O jornal Minas Gerais dedicou sua edição do dia para honrar a Inconfidência, seus participantes e contar a história dos monumentos erguidos em Ouro Preto. Conforme se vê a seguir:

 Em, 21 de junho de 1894, Cestari enviou à Câmara de Ouro Preto, uma carta de agradecimento pela oportunidade de feitura da obra.
Governo-Vereança - 1894 - documento 02.876
Nesta carta, Virgilio Cestari, dirige seus agradecimentos ao ilustre presidente da CMOP, Randolpho Bretas, bem como os demais vereadores, pela grande honra de ter sido escolhido para projetar o monumento em homenagem a José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes.


O Arquivo Público Municipal de Ouro Preto possui ainda outros exemplares de jornais que tiveram edições especiais para o 21 de abril, como essa bela capa da edição de 21 de abril de 1924.




[1] CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da república no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990; FURTADO, João Pinto. O manto de Penélope: história, mito e memória da Inconfidência Mineira de 1788-9. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
[2] Diário de Minas, Ouro Preto, Edição 207, 04/04/1867, p.1.
[3] A Província de Minas, Ouro Preto, Edição 97, 24/04/1882, p.1.
[4] “Monumento a Tiradentes”, extraído do relatório do Diretor da Secretaria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas ao Vice-Presidente do Estado, 1892. Arquivo Público Mineiro (APM), COL.APM Cx. 01 – Doc 13 . 1892.
Fundo CMOP: Série: Governo - Sub-série: Vereança - Ano: 1894 - documento 02876
[Postagem: Vanessa Pereira Silva e Jussara Riodouro (Estagiária). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

OBRAS PÚBLICAS: Nomeação e aformoseamento da Praça Cesário Alvim

O transporte ferroviário foi um dos grandes marcos de modernização no Brasil dos oitocentos. Além de trilhos e locomitivas, as ferrovias trouxeram construções de estações, moradias de funcionários dentre outras modificações que inseriram um novo perfil construtivo em várias cidades brasileiras.
Em Ouro Preto, a praça da Estação, onde foi construído o seu ramal ferroviário, recebeu o nome do Presidente da Província de Minas, Cesário Alvim, que recebeu a homenagem ainda em vida, em 1898.Posteriormente, em 1925, houve a proposta de "aformoseamento" da praça com a construção do coreto, que ainda se encontra no local.
Publicamos nessa postagem documentos referentes à proposta de nomeação da praça, realizada na Câmara, e sobre a obra de construção de seu coreto.




Proposta dos vereadores, Pe. Marcos Penna, Alves de Brito, Machado de Castro, Lauro Barbosa, Lúcio dos Santos, Antônio Magalhães Gomes, Monsenhor Candido Vellozo, Manoel Soares, Antônio Bento Malheiros e Antônio Leão Lopes da Cruz, aprovada pelo presidente da CMOP, Randolpho Bretas. Os mesmos propõem que ao largo da Estação da Estrada de Ferro Central, se dê o nome de – Largo Cesário Alvim – em homenagem importância dessa personalidade para a cidade de Ouro Preto.



 
Correspondência de Cesário Alvim, para o presidente da CMOP, Randolpho Bretas, respondendo ao ofício que recebeu sobre a sua homenagem, na nomeação do largo da Estação da Estrada de Ferro Central.

 Indicação do vereador Antônio José Netto de 20 de janeiro de 1925, autorizando o presidente da CMOP a executar o investimento de até cinco contos de réis para o auxílio ao Engenheiro Residente do Ramal de Ouro Preto, no “aformoseamento” da Praça Cesário Alvim.


 
Resolução 175 da CMOP de 23 de janeiro de 1925, no exercício do presidente Dr. João Baptista Ferreira Vellozo, que dá autorização para o investimento de até cinco contos de réis para o auxílio ao Engenheiro Residente do Ramal de Ouro Preto, no “aformoseamento” da Praça Cesário Alvim.

 
Recibo da CMOP, referente aos serviços prestados pelo Engenheiro Tertuliano Antônio Fonseca Lessa, na restauração da Praça Cesário Alvim. Confere-se detalhes do serviço no documento.


Correspondência do Engenheiro Tertuliano Antônio Fonseca Lessa para o Oficial Operário Fortunato Ferreira, referente ao contrato para a construção da “base do coreto” e calçada da Praça Cesário Alvim.
Correspondência do Engenheiro Tertuliano Antônio Fonseca Lessa para o Oficiais Operários da Residência, referente a serviços de mão-de-obra executados no acabamento do coreto e instalações de bancos no jardim.




Recibos de materiais utilizados no reparo, construção, acabamento e instalações nos serviços de restauração executados na Praça Cesário Alvim.



[Postagem: Vanessa Pereira Silva (Estagiária). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]

OBRAS PÚBLICAS: Nomeação e aformoseamento da Praça Cesário Alvim

O transporte ferroviário foi um dos grandes marcos de modernização no Brasil dos oitocentos. Além de trilhos e locomitivas, as ferrovias trouxeram construções de estações, moradias de funcionários dentre outras modificações que inseriram um novo perfil construtivo em várias cidades brasileiras.
Em Ouro Preto, a praça da Estação, onde foi construído o seu ramal ferroviário, recebeu o nome do Presidente da Província de Minas, Cesário Alvim, que recebeu a homenagem ainda em vida, em 1898.Posteriormente, em 1925, houve a proposta de "aformoseamento" da praça com a construção do coreto, que ainda se encontra no local.
Publicamos nessa postagem documentos referentes à proposta de nomeação da praça, realizada na Câmara, e sobre a obra de construção de seu coreto.




Proposta dos vereadores, Pe. Marcos Penna, Alves de Brito, Machado de Castro, Lauro Barbosa, Lúcio dos Santos, Antônio Magalhães Gomes, Monsenhor Candido Vellozo, Manoel Soares, Antônio Bento Malheiros e Antônio Leão Lopes da Cruz, aprovada pelo presidente da CMOP, Randolpho Bretas. Os mesmos propõem que ao largo da Estação da Estrada de Ferro Central, se dê o nome de – Largo Cesário Alvim – em homenagem importância dessa personalidade para a cidade de Ouro Preto.



 
Correspondência de Cesário Alvim, para o presidente da CMOP, Randolpho Bretas, respondendo ao ofício que recebeu sobre a sua homenagem, na nomeação do largo da Estação da Estrada de Ferro Central.

 Indicação do vereador Antônio José Netto de 20 de janeiro de 1925, autorizando o presidente da CMOP a executar o investimento de até cinco contos de réis para o auxílio ao Engenheiro Residente do Ramal de Ouro Preto, no “aformoseamento” da Praça Cesário Alvim.


 
Resolução 175 da CMOP de 23 de janeiro de 1925, no exercício do presidente Dr. João Baptista Ferreira Vellozo, que dá autorização para o investimento de até cinco contos de réis para o auxílio ao Engenheiro Residente do Ramal de Ouro Preto, no “aformoseamento” da Praça Cesário Alvim.

 
Recibo da CMOP, referente aos serviços prestados pelo Engenheiro Tertuliano Antônio Fonseca Lessa, na restauração da Praça Cesário Alvim. Confere-se detalhes do serviço no documento.


Correspondência do Engenheiro Tertuliano Antônio Fonseca Lessa para o Oficial Operário Fortunato Ferreira, referente ao contrato para a construção da “base do coreto” e calçada da Praça Cesário Alvim.
Correspondência do Engenheiro Tertuliano Antônio Fonseca Lessa para o Oficiais Operários da Residência, referente a serviços de mão-de-obra executados no acabamento do coreto e instalações de bancos no jardim.




Recibos de materiais utilizados no reparo, construção, acabamento e instalações nos serviços de restauração executados na Praça Cesário Alvim.



[Postagem: Vanessa Pereira Silva (Estagiária). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

OBRAS PÚBLICAS: Melhoramentos na Rua Randolpho Bretas (Rua das Escadinhas)


Abaixo assinado de 17 de fevereiro de 1899 – Abaixo assinado dos moradores da freguesia de Ouro Preto, solicitando a modificação do calçamento da Rua Randolpho Bretas. Segundo os moradores a rua está bem conservada, mas não oferece segurança para os transeuntes. 




Parecer de 22 de fevereiro de 1899, aprovado pelo presidente da CMOP Donato Joaquim da Fonseca, indicado pela Comissão de Obras Públicas, representada pelos vereadores, Cândido Vellozo, Lúcio dos Santos e Francisco Lopes. O Parecer é referente ao abaixo assinado dos habitantes, da necessidade de restauração das escadas da Rua Randolpho Bretas (rua das escadinhas). O Agente Executivo fica autorizado a  executar a obra de acordo com o orçamento e a planta que acompanha o parecer. Abaixo, transcrição de parte deste documento, em que nota-se a exortação aos tempos memoráveis da antiga Capital.

"...Considerando que nesse propósito, não poupa esforços ou sacrifícios para mostrar a posteridade que o esbulho dos brilhos oficiais, sempre efêmeros, não abalarão os alicerces em que se acha levantado desde o passado século ao altar da Pátria, entregando a sua salvaguarda aos vindouros, como berço das inabaláveis Liberdades Nacionais..."




Projeto de Melhoramento da Rua Randolpho Bretas, de fevereiro de 1899 - anexo ao Parecer.





















[Postagem: Vanessa Pereira Silva (Estagiária). Revisão: João Paulo Martins e Helenice Oliveira]